Exposição – Educação Tecnológica e Educação Visual – 5ºA e 7ªA

Durante esta semana e até à próxima 4ªfeira, dia 23 de junho, no bar da escola, estarão expostos alguns trabalhos que estes alunos desenvolveram durante o ano. Procurou-se nesta pequena amostra que todos os alunos tivessem um trabalho da sua autoria, por forma a diversificar o mais possível a exposição ao nível do traço, cor, textura e composição pois cada aluno é único e a diversidade é sempre uma riqueza.

O Anjo Ferido

Tomando como ponto de partida O Anjo Ferido, uma pintura de Hugo Simberg, a Ana Carrilho criou esta história:

Certo dia, algures em 1903, um anjo desceu do céu sem que o seu criador soubesse. Ela só queria explorar um pouco mais da terra e reencontrar o seu amigo humano, uma vez que o Senhor a proibiu de ver o seu amado, por este ser um demónio do submundo.

A bela figura angelical aproximou-se dos portões luminosos, preparou as suas longas e belas asas, fechou os olhos e saltou. Sabia perfeitamente que as asas se abririam no momento certo, logo não havia motivos para pânico.

Já com os pés assentes em terra humana, caminhou até chegar à casa de André, o único que sabia do seu pequeno “segredo” e mais uma vez pôs-se a contar-lhe as novidades. Ora falava de idosos, crianças e animaizinhos indefesos que infelizmente tinham chegado à reta final, ora falava dos seus irmãos que nunca sequer ousavam desobedecer ao seu Pai. Chegou até a mencionar a bela paisagem e as águas tão límpidas do rio, mas esse assunto desapareceu rapidamente, tal como o ânimo do anjo.

Sabia que o seu amigo humano iria apenas ouvi-la e depois falar dos seus assuntos, mas desta vez o sentido dela disse-lhe que algo estava errado, só não conseguia descobrir o que era. Pensou que poderia ser algo com o humano, tinha noção de que um jovem negro não sobreviveria muito tempo numa sociedade racista como aquela. Era questão de tempo até que se encontrassem no céu, isto, claro, se o Senhor não se irritasse com um deles e decidisse que o submundo seria o mais adequado para estadia eterna.

De repente, um estrondo alto faz-se ouvir e uma luz avermelhada aparece. Era Cain, a criatura mais travessa e bela do submundo. Já disfarçado de humano, aproxima-se dos dois sentados no chão, dá um aperto de mão a André e um abraço apertado ao ser angelical ali presente e, como não podia deixar de ser, faz o seu típico elogio à menina, que cora como sempre. Senta-se com eles e emenda o assunto antigo com as histórias novas do inferno, mas cansa-se rapidamente e, persuasor como é, convenceu os amigos a explorar mais da nossa superfície.

André foi à frente, uma vez que conhecia melhor os possíveis perigos, já Cain e o anjo conversavam animadamente sobre os novos moradores de ambos os mundos, claro que sem deixar de lado os elogios, palavras e gestos melosos que ninguém conseguiria replicar.

Viram casas, prédios de empresas, quintas com animais adoráveis, parques de estacionamento e tudo o que podemos oferecer. Brincaram com crianças de pequenas famílias e animaizinhos abandonados ficando sempre com um pesar por vê-los sofrer, isto é, nem todos, o demónio não conseguia sentir pena, estava no seu íntimo ser um ser cruel e impiedoso. Foram ver praias, onde a areia incomodava os não-humanos e relaxava o nosso rapaz, até numa montanha estiveram, sendo o anjo encarregado de levá-los ao topo por ser a única capaz de usar as suas asas até num mundo poluído como o nosso.

Quando voltaram para o pequeno rio, André teve de sair por uns instantes e o demónio decidiu que tinha de voltar a sentir os lábios de quem tanto amava. Justamente nesse momento, Nosso Senhor viu o pecado que a sua filha acabara de cometer e, furioso por ter sido ignorado ao proibir a menina, faz com que uma enorme ferida chegasse diretamente ao coração do delicado anjo. Ela não aguentou, por mais que não houvesse marcas visíveis, a ardência no peito alastrava-se cada vez mais, fazendo com que fosse impossível respirar. A menina caiu com a fraqueza nas pernas e parecia incapaz de falar, Cain, assustado e angustiado por ver a sua amada assim, gritou para que André viesse depressa. Juntos, puseram-na numa maca improvisada e levaram-na para o único sítio puro o suficiente para salvá-la.

Infelizmente, não chegaram a tempo. André perdeu a sua única amiga e Cain, bem, nunca mais foi o mesmo. Sem a sua amada, tornou-se alguém completamente diferente, era apenas uma sombra do demónio que conhecemos.

Assim termina a história dos dois únicos seres capazes de desafiar os seus Senhores por um amor incerto, que acabou em tragédia. Quanto ao jovem André, ele tornou-se o responsável por transmitir esta história a quem acha que o amor é impossível. Uma pequena curiosidade, chamo-me André, prazer em conhecer-vos, crianças! Espero que gostem de uma das minhas histórias de vida mais intensas. Sinto a falta do Cain e do nosso anjinho…

ANA CARRILHO, 8.º B – 2020/2021

Roupas Usadas Não Estão Acabadas

H SARAH Trading– Entidade Gestora de Resíduos e a ABAE – Associação Bandeira Azul da Europa juntam-se no projeto “Roupas Usadas Não Estão Acabadas” e nós, enquanto Eco-Escola, aderimos a esta iniciativa. Vamos promover a reutilização/reciclagem de objetos fora de uso e a interação entre a escola, a comunidade e as instituições de solidariedade social locais.

Estamos a recolher roupa, calçado e brinquedos na Escola Básica da Ammaia até 25 de julho

Nota: Entregar na Escola Sede com encaminhamento para o GAAF ou CAA

Geração Depositão

O Agrupamento de Escolas de Marvão aceitou o desafio da Geração Depositão, que integra o programa Eco-Escolas, com a criação de um Hino alusivo à importância do tema “Porque devemos recolher as pilhas?“.
A letra do Hino salienta a importância da recolha e reencaminhamento das pilhas, bem como os perigos que este resíduo provoca no ambiente.

Equipa de  Projetos 

 

Ser Escritor é Cool

O Agrupamento de Escolas de Marvão tem a honra de reconhecer o mérito dos alunos  Andreia Mimoso, António Batista, Daniela Serra, Laura Marques e Luana Felício que mais uma vez foram premiados, desta vez com o 3º lugar, do 4º desafio do 3ª Ciclo, da edição de 2020/2021, do Ser Escritor é Cool.
 Relembramos quo o tema deste 4º Desafio do concurso era “A arte tem muito que se lhe diga! Para que a quero? O que fazer com ela?”

Para que possa voltar a ler os textos dos Escritores Cool vencedores deste 4º desafio, aqui ficam os trabalhos:

https://bibliotecascool.com/ser-escritor-e-cool-resultados-do-4o-35923